(Vende-se)
Um triste olhar
Desses...
Que nem criança pedindo esmola
Na rua.
No ônibus.
Que nem ônibus lotado
Que nem segunda-feira.
Como o dia em que o seu time perdeu o jogo
Ou sua mãe
Seu pai, sua mulher,
Seu filho ou sei lá quem morreu.
Um triste, triste, triste olhar
Desses...
De miseráveis da vida
Que todos somos.
De miseráveis na vida
Que todos estamos
De miseráveis com a vida
Que todos...
Que todos...
Os dias e mais dias suportamos
Que nem cristo
Na cruz
Que nem cristo
Sendo beijado
Que nem cristo, deturpado por Paulo
Por tu cara pálida
Um triste mil vezes e um triste olhar
E ponto final
Até o ano que vem meu bem...
Meu bem
Olhe só quantas situações complicadas nós vemos
Vivemos, observamos e outras
Tantas
Que nem se quer sabemos
Ou que nem queremos saber
Pra que?
Um cara diz que não há nada
Não há nada a fazer
Sofrer?
Ou jogar de bola um pouco
Suportar!
Beber uma pinga
Escutar um som – Caetano, Gal, Bethânia, Gil. Chico, novos baianos (los hermanos)
Tentar se “livrar” numa ginga
Quebrar a (uma) cara
Ficar chorando, que nada ou que tudo
Mais ou menos
E a gente tá nessa, mesmo assim...
Meu bem
Só há algo a dizer
Até o ano que vem
Te espero.
E olhe quantos sorrisos podem ser
Essa nossa cabeça
Legal...
Se tudo tá ruim
Vamos fazer um bom
Que a barra é toda hora
Se...
Não há nada
Não há nada a dizer
Se as palavras
As palavras
Não falam mais
Não significam o nosso querer
Esse desejo por um beijo
Que tenho
(perturbado)
Ouçam com atenção
Sou de um e do outro lado
Sou de cima e sou de baixo
(perturbado)
E vosso amor se acabou
E vossa paz se quer começou
Aquela voz amiga
Enxerida
Fofoqueira
Te disse o que?
(perturbado)
Não há
Não há o que saber
Se as navalhas
As navalhas
Não cortam, mas
Ferem como os dentes
E isso é só pra você
Essa dor
Esse apelo
Essa angustia
Esse cabelo
Essa rima, vixe!
(perturbado)
Façam uma limpeza nas suas cabeças
Encham o estomago – a barriga
Corta essa!
Saia fora...
Enquanto o tempo
Não te viu escondido
(perturbado)
Esse é o titulo
Letras bem grandes
E se é poesia
Ou cagada.
Que seja
(vômito)
Estou num desespero, já passou
Tô explodindo!
Perdi o meu atestado de mediocridade
Você viu?
Rasguei minha identidade
Enfiei no... Do primeiro filho da...que veio
Com uma conversa de “tudo vai bem, tudo legal,
O mundo é assim... “É tudo normal”
Sou poeta, se for pra ser
Mas aviso logo
Sou poeta por raiva
Assim descarrego-me
(perturbado)
Tantos beijos nessa noite...
Quero
Te olhar e te querer
Quebrar a TV
Não vê nunca mais a globo
Que faz
O povo
De burro mais burro á bobo
De surdo, cego, acomodado á oco
Sem voz
Sem mãos
Sem paz
Sem gosto
E o gosto, que gosto?
Quero
Te olhar e querer
Beijar, beijar, beijar
A tua boca
Não temos mais TV
Vamos fazer o que?
Sorrir
Cantar
Dançar
Não há mais globo
Só eu e você
E a noite
Tá tudo bonito...
(o que é feio não quero)...
Pessoa,
Deixe-me passar
Lá vai o doido
Caminhando
Eu tenho que acompanhar
Pois é, pessoa
Esqueci que tu
Tá fazendo teu trabalho
Feito roupa engomada
Vestir a beleza
Pra que ninguém a veja
Ficar na porta de entrada
Pro doido não entrar
Ficar na porta de saída
Pra beleza não sair
Não se preocupe pessoa
De você já conheço tudo
Nada espero
Mas, o que é feio não
O que é feio não quero.
Porque você não me beija.
Se me deseja
Seja um pouquinho legal comigo
Quero ser seu aeroporto
Quero ser seu abrigo
Se me quer
Ouça um som antigo
Pinte seu rosto
Vá andando pela cidade
Eu te sigo
Mas, não
Mas, não pare no sinal
Vermelho
Não, não
Não corte meu cabelo
Mas, não tome toda
Minha bebida
Não, não
Não pense que é proibida
Se me deixar
Esqueça os dias de agito
Do meu beijo, o gosto
Dos meus olhos, os olhares
Da minha voz, as palavras
Do meu jeito estranho-esquisito.
Mas, leve
Pode levar com você
O grito (ou não)
O JOGO
O jogo só começou
NÃO FAZ MUITO TEMPO
NÃO NEGO QUE CHORO
SÓ NÃO ME ARREPENDO
EU SOU UM
EU NÃO, DOIS
UM VOCÊ
SOU UM
E ISSO NÃO FAZ TEMER
POR ISSO NÃO QUERO ESCONDER
AS MINHAS DIFERENÇAS
PRA QUE POUPAR ESFORÇOS
SE O QUE ESTÁ NÃO...
SE VÃO QUEBRAR MEUS OSSOS
E ROUBAR MEU CORAÇÃO
O JOGO JÁ COMEÇOU
O TEMPO ESTÁ PASSANDO
AS PESSOAS ESTÃO ME OLHANDO
E EU NÃO QUERO PASSAR
COMO UMA ESTRELA
COMO UM CIGARRO
E EU NÃO VOU ME CANSAR
POR BESTEIRA
EU QUERO OUVIR ESSA VOZ
E OS TEUS OLHOS
E EU VOU
PRA QUE DISFARÇAR
AMOR, NÃO SE ILUDE!
ESTOU TE ESPERANDO NOS SONHOS
O JOGO NÃO TERMINOU
POR FAVOR, LUTE
(liberdade)
este pousar eterno
flores nas mãos do homem capital
padecem como princesas na torre
prisioneiras...
prisioneiras...
arrancadas a enxadas pelos seus dominantes
dos campos dos jardins da natureza
flores nas mãos do homem capital
forçam um riso
pintam o rosto demais
para serem os clows da beleza
instituída!
instituída!
cortai as mãos do homem capital
amarrem estas mãos com a palavra
(liberdade)
menina da pele bonita
Fez-me lamber tua pele
Fez-me beijar tua boca
Te fiz ter desejo
Te fiz não ter juízo
Ainda quando estava louca
Teu olho fez-me perder
Dentro deles me agarrou
Te trouxe a vida com um beijo
Na minha saliva deslizo
Vida ainda muito pouca
Teu seio fez-me desvanecer
Tua língua me deu amor
(Menina da pele bonita)
“doce menina
te embalo nos meus lábios antes
de qualquer lembrança
um cheiro excitante de sua pele
calo-me,deito nessa visão
me acabo com a morte
sem teus lábios a vida me fere”
adeus,adeus
falo ás paredes
imóveis e caladas
tão suspeitas.
tão suspeitas.
para que não haja paredes desumanas
viva ao derrubador dessas paredes
a chuva o sol e o vento
a chuva o sol e o vento
tão caretas
tão caretas
era dia
se pôs em mim o sol
carente e penetrante
lâminas quase invisíveis
perpassam meu corpo
teus olhos são quentes
mulher branca de sol
pedem um lugar para si
-“não espero viver mais que esse dia
que este é o qual me entrego toda
e daqui para frente estarei em ti”
suas palavras eram calorosas
ardiam na minha pele
era dia
a noite chegou
e você se foi
fria e morta
como a madrugada
declaro vida aos túmulos dos faraós
o tempo escondido
desdobrado pelas mãos
aquece o fogo encabulado
essas lamparinas que sujam as paredes dessas casas de alvenaria
é o fogo o usurpador das noites
balançado ao vento suspeito
estão mortos todos os mortos
estão mortos todos os mortos
em cima das macas nos hospitais
corações corações corações já não batem
jaz o fogo o encantador que nem serpente
flauta – tocador de flauta
astronauta da escuridão
olhos semi-cegos querendo enxergar
um finco de luz
um finco de luz
se não há
manda o fogo derreter a vela
para que se apague a vida
manda o fogo derreter a vela
para que se apague a vida
mãos geladas não mais esquentarão
a mão dos colegas mãos geladas de pessoas apagadas
mando o clarão da noite clarear o tempo – não se esconda nas mãos.
Fim dos tempos
Quede a morte decretada nos códigos penais
Sorriso do diabo/gargalhada de deus
Soltem-se os anjos assassinos com suas...
Espadas/canetas que assinam a sentença
Martelos que batem – transitados em julgado!
Como proceder com a morte
Onde ela está, arquivada em processos?
Mal-amada em leis, normas...
Amaldiçoados perdões e perdoados
Putas eleições, urnas eletrônicas da vontade. (Indireta )
- representações!
Quem indica é o Q.I
Trabalho e emprego insuportável
É só a morte, só a morte sobreviverá
Ao apocalipse – fim dos tempos!
Quede a morte, e-mails, meios de comunicação
Decretada nos artigos dos códigos penais
Sorriso/gargalhada do diabo/de deus
g
Apago teus olhos
Beijo-te profundamente numa promessa
vou atando tua língua
quero que me peça
muitos sonhos
Dou-te
Beijo-te
apago teus olhos
larga um sorriso
você é tão bonita
teu cheiro me provoca
teu gemido é um aviso
apago teus olhos
Beijo-te ,te beijo
Dou-te sou teu
Santa benção
Aonde foram os poetas
Com suas mãos milagrosas
Seus versos
Suas prosas - Aonde foram...
Os poetas com seus
Olhares iluminados
Seus poemas de vida
Suas poesias...
Os poetas aonde foram
Assim como as gentes
(que não lêem)
desapareceram – Graças a Santa Benção Capi(e)talista
amém!
Quis
Quis quanto de ti
Quando te quis
Quanto te quis
Quis tanto de ti
Tanto te quis
(quis dias, quis em dias)
Á noite quis
Á beira quis
Quis começo
Não quis
(fim)
Sem levar
Sem levar um toque da tua boca
Numa noite bonita lá fora de lua
Sem levar...
-Um olhar!
Derradeiro pra saber
Que eu sou primeiro
Te despir da roupa sua
(sem levar)
- Tuas mãos ou pés,teus seios ou voz
Sem levar ela rouca
Sem levar eles rijos
Sem levar,sem levar...
Morena
Não sei se vale a pena
Tanto amor por ti
Assim sem fim
Sem nunca mais
Morena
Na minha boca
Eu te tenho
E te dou meu coração
Pra que eu não sofra
(não)
Até você voltar
E até lá
Morena...
Não sei se vale
A pena tanta
Saudade por ti
Pra mim
É ruim
Viver sem ti
É sem paz
(Morena)
P ?
Pássaro
?
tens asas,voa!
Tens bico,canta!
Tens casa,vida,saúde...
Boa,pássaro!
-Asas,bico,casa!
És pássaro,viva!
Pássaro
?
voa?canta?
vida...saúde...
pás-sa-ro
-assim,separam-se
as silabas
e fica-se separado!
Paisagem natural
Sobra da genialidade humana
Favela
Pouco quase, nada tanto
Sobra da genialidade humana
Arma – pouco nada, tanto quase
Sobra da genialidade humana
Homem – quase nada, tanto pouco
Obra da genialidade humana
Bomba – buummm!
- fim!
Moços e moças (entre) moças e moços
Quantos moços no viver
E tantas moças
Se mesmo antes de nascer
Vida nem mesmo tem...
Então moços e moças não
Então moços e moças são
Ainda mesmo nem...
Quantos moços fez crescer
E tantas moças
Mas mesmo pouco de querer
Vida nem pouco vêm...
Então moços e moças dão
Então moços e moças tão (ainda mesmo assim)
Moços e moças de vida
Estrela-papel
Luz que pesa
Bolsos furados
Procuram...
Estrelas desejos incontidos
- Tic! Tic!
A máquina registra
Estrelas trocadas
Por tentativas de preencher
-Vidas vazias...
estrelas frágeis
Vingança de quem um dia foi...
estrela!
Deitar o peito cansado sobre os teus seios bonitos
Como você nas madrugadas
O frio quebra os ossos
(me encolho_)
Não percebo que o vento
Esse estúpido sopro
Há de espantar os medos nossos
Que colho (toda noite a dormir)
Esses fantasmas da agonia
Que vem aos sonhos
Abraço a escuridão que há
De me trazer o dia
Para abrir os olhos
Deitar o peito cansado
Sobre os teus seios bonitos
Passar a língua nos teus
Subir as montanhas lá
Os céus infinitos
Adeus!
Poeta vagabundo
O poeta apontou o dedo contra a lua
Cuspiu e gritou
Não tenha medo
Desça daí,fique nua
Me dê todo seu amor
Que sou poeta
Que sou louco
E estou pronto para amar
“Sou poeta vagabundo
Poeta que trabalha
Poeta que acredita
E contesta e quer
E estou pronto para amar “
O poeta fechou os olhos
Sentiu dentro dele
Um sentimento imenso
Ousou e tirou a roupa
Beijou, beijou
Falou o que sentia
Ouviu palavras ao ouvido
O poeta tremia, o poeta gemia, o poeta se calou por uns momentos...
Fez amor
Fez amor
Quando abriu os olhos
Lá estava a lua
Lá em cima
O poeta levou as mãos á cabeça
O poeta disse... - poeta é humano, poeta é bicho!
Aspirações sob audição do cordel do fogo encantado
Apara a água com a lata
Apara a lágrima
Que ela vai cair de cima
Descer correndo raivosa/sofrida
Apara a água com a mão
Enxuga o céu tremoso
O rosto calejado
Pois lampião tá chegando
Junto com seus cangaceiros
Mais de um milhão
De coronéis estão lamentando
Tanto maltratar os roceiros
Apara a água com a boca
Fecha o olho se não quer ver
Hoje o céu está disposto
Os trovões rasgam o infinito
Apara a água
Apara a água
Apara a água
Apara a água.
Quadro na parede
Lembro de amanhã
Como são as flores como são as pessoas
Muitos com pouco
Lembro de amanhã
São as flores são as pessoas
Lá estará os poemas lá estará os poetas
Estas são suas mãos
Estas são suas ferramentas
E o poeta não vive e o poeta não morre
As pessoas lá as flores lá
Este é um quadro na parede
Vou
Ardo pavorosamente com as palavras
Sujo as mãos comidas por rastejantes
Cordas delicadas estampadas com toques
Sensíveis de sangue
Vou me cobrir
Com as vestes universais
Da natureza
Um corpo perfeito encaixar-se-á
Como uma chuva
Um sol-céu
Descoberto de edifícios
Artifícios que lamentarão
Vou me enxugar com os suspiros
Papiros silenciosos indecifráveis
Canais interrogáveis jaz pax
Eterna a vir
“aspiração – levo um instante a soltar os pulmões
corram
surjam novamente vivos
ou mais vivos
prepara-te a cannabis
o caos da cidade
os cães da cidade
os automóveis da cidade
as chaminés da cidade
querem matar-te
inspiração .”
“Corta a tua boca
torná-la oca com um beijo
suprir toda a respiração
cessar seja por alguns instantes
cada circulação da gota
de teu sangue
Te aprisionar num mangue
colar tua língua
como uma prisão ao preso”
É
É,teu corpo
Me olha como alimento
Sustento
Para suportar mais um dia
É,teu corpo é corpo
A boca me molha
Me descobre como um invento
Tua mão em mim bóia
Me pega em prende me quer
Teu corpo
Infinitamente é
Razões existencialistas de argumento
De uma dose,mais um pouco
Efeitos lúdicos da noia
Teu corpo é
Carros engarrafados num cruzamento
Lendas chinesas ou cavalo de tróia
É tudo e unicamente o que se sacia
Corpo corpo corpo
(é teu)
Estado de poeta
Cuspiu no chão
Sentiu como amarga estava a boca
E,cuspiu,cuspiu,cuspiu
Pôs um icekiss
Não gostou e cuspiu
Lembrou que era tarde
9 ou 10 da manhã
Mais era tarde
Perguntou a hora
Aproveitou para ler um trecho da placa que dizia- “Aceitamos todo os cartões de crédito”
Quis ir até a loja
Lembrou do tempo
E o tempo...
Deu sinal pegou o ônibus que ia para o terminal
Sentou perto de uma garota
Ficou envergonhado
Tímido
Lembrou que era sexta...
Sexta?
O trânsito não estava lá essas coisas
O sinal fecha
A garota levanta
Olhou para um menino que vendia balas
Mas não comprou nada
Notou...
Deus sinal
Desceu do ônibus
E andado parou
Cuspiu no chão s
Sentiu como amarga estava a boca
E cuspiu,cuspiu,cuspiu, cuspiu...
Pôs um icekiss?
Lembrou...
Não gostou e cuspiu.
ao teia 2010
a cara
a cura
a mala
a cuia
a saia
a mula
a vala
a rua
a sala escura
a sala está cheia
de AR
de MAR
OÍ,que poesia é essa que me sai
poesia sinistra que por pouco não me cai
poesia feito gente
de trás e de frente
para onde é que ela vai
poesia que é minha vida
tão sincera,tão querida
que eu quero muito mais
é de chão é de pé
é de barro é de areia
do cimento as teias
que me fazem que me tão
de longe eles nunca vão
de perto eles nunca vem
e é no balanço do trem que o trem já se acaba...
e a morte não me cala
mesmo se eu estou qiuieto
e é melhor você fiacar certo
e se morra de tremer
e se cague de temer
o quão eu sou tão forte
pois eu sou é do norte
cabra bom e cabra mal
se me pede um real
eu te dou uma esmola
se me dá uma vergonha
eu te dou uma cachola
chora menino chora
que o poeta endoidou
que o poeta está doido
chora mais não vai embora
que o poeta nem chegou...e é só o começo!
*poesia feita no estágio "reconstruindo a liberdade"do 9ºsemestre do curso de direto,após maravilhosos dia de batucadas no teia tambores digitais 2010 em fortaleza,muito bom rapaz,muito bom menina!
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
não estou disposto
NÃO ESTOU DISPOSTO
SABEMOS
E SE NÃO
COMO VAI SER
COMO SERÁ
SE AINDA NÃO É
PALAVRAS EM VÃO
PALAVRAS AO VENTO
PALAVRAS SEM FÉ
E NADA
OU QUASE NADA
SE AINDA PODE
DEVE
E NÃO
OU MAIS
OU O QUE
SE AINDA CHOVE
SE AINDA SOL
SE PALAVRAS SURGEM
SE NAVEGAM
COMO BARCOS
PELA IMENSIDÃO
TÃO PERDIDOS QUANTO NÓS
TÃO ENCAIXADOS
AO REAL
REALISMO SECO
DA BEBIDA QUE NÃO NOS LIVRA
DE ACORDAR CEDO
OU DE NÃO ACORDAR
DE NÃO SER CONCEBIDO
E SE EU TIVESSE BEBIDO
ESTARIA MAIS
ESTARIA O MESMO
E SE EU FOSSE EBRIO
SEMPRE
A REALIDADE ME SUFOCARIA MENOS
OU QUASE NADA
NADA OU ENTÃO
EU SUPORTARIA
ESSAS PALAVRAS
COMO UM BEIJO
OU UM SOCO
UM SUSPIRO
E MAIS UM COPO OU
DECLAMARIA PALAVRÕES
RASGARIA OS PADRÕES
ESCANCARIA OS PORTÕES
SUJARIA O CORPO
COM OUTRO CORPO
PRA SER LIMPO
DE NOVO OU
MAIS SUJO MAIS
MAIS
E FUJO
PELAS PaLAVRAS
NÃO
NÃO
NÃO
ESTOU DISPOSTO
POSTADO POR BLOG PROVOCAÇÕES! ÀS 13:41
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
estão por ai
caminhando indecisas
essas gentes
com suas cabeças cheias/vázias
com seus celulares tocando
é uma voz que chama
é uma voz
mas não importa
você esta atrasado
você precisa de dinheiro
e eles precisam de você
la vai ele
com as mãos limpas
de tanta agua
mas a sujeira não sai
o teu corpo se irrita
e então mais um comprimido
e então mais uma porrada na cara
mais uma vez deprimido
de que vale tanta parafernalia
de que vale o seu bom senso
se já está com os dias contados
o tempo passa
o tempo vai rapido
e ficamos perdidos
jogados de lado
como peças velhas e sem uso
nõa adianta
não dá
é um grande sufoco
e por pouco não desistiu de tudo
mais um lhe empura
mais um com a cara feia
eles também são amestrados
eles são mais que isso
caminham dando voltas
até um dia cansaram
ficarem tontos de vez e cairem
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
É SÓ MAIS UM POEMA...
AGORA
agora os olhos estavam cheios...
sujeira urbana
poeira da cidade
bagunça orquestrada pelas buzinas e rumores de uma expectativa no atraso
NÃO...
não somos mais nós os mesmos
nunca fomos
nunca
não sabemos quem somos
não nos reconhecemos
uma simples atitude
um gesto normal
caimos na real....
agora os olhos se perdem num vazio incrivel
absurdamente natural
essas pessoas que não queremos observar
esses olhos que não queremos ver
essa carne que não queremos tocar
certamente ....estamos perdidos em meio a tantas mercadorias
claramente o cartaz diz que é possivel se encher de quinquilharias
e assim,a felicidade vai bater a sua porta
e o fim,agora você descobre que não é mais pessoa...
sem identidade,sem pertecer
sem se conhecer
sem nada....MORTA
SE MORRE SE MATAMOS AOS POUCOS
SE apagamos,nos enganamos por pouco...
nem que fosse por muito
o melhor deve ser descobrir que não somos
e o que somos
e o que sentimos
e o que queremos
nada?
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
saber
saber que
nada
é nada
não é saber
nem não saber
é saber
nem nada
saber
saber que
nada
nada´
é saber
nem saber
não é saber
não
nada
é saber
que
não
que nada
que saber
não
saber
é saber
nada
é nada
saber
que nada
saber
que
nada
(Vende-se)
Um triste olhar
Desses...
Que nem criança pedindo esmola
Na rua.
No ônibus.
Que nem ônibus lotado
Que nem segunda-feira.
Como o dia em que o seu time perdeu o jogo
Ou sua mãe
Seu pai, sua mulher,
Seu filho ou sei lá quem morreu.
Um triste, triste, triste olhar
Desses...
De miseráveis da vida
Que todos somos.
De miseráveis na vida
Que todos estamos
De miseráveis com a vida
Que todos...
Que todos...
Os dias e mais dias suportamos
Que nem cristo
Na cruz
Que nem cristo
Sendo beijado
Que nem cristo, deturpado por Paulo
Por tu cara pálida
Um triste mil vezes e um triste olhar
E ponto final
Até o ano que vem meu bem...
Meu bem
Olhe só quantas situações complicadas nós vemos
Vivemos, observamos e outras
Tantas
Que nem se quer sabemos
Ou que nem queremos saber
Pra que?
Um cara diz que não há nada
Não há nada a fazer
Sofrer?
Ou jogar de bola um pouco
Suportar!
Beber uma pinga
Escutar um som – Caetano, Gal, Bethânia, Gil. Chico, novos baianos (los hermanos)
Tentar se “livrar” numa ginga
Quebrar a (uma) cara
Ficar chorando, que nada ou que tudo
Mais ou menos
E a gente tá nessa, mesmo assim...
Meu bem
Só há algo a dizer
Até o ano que vem
Te espero.
E olhe quantos sorrisos podem ser
Essa nossa cabeça
Legal...
Se tudo tá ruim
Vamos fazer um bom
Que a barra é toda hora
Se...
Não há nada
Não há nada a dizer
Se as palavras
As palavras
Não falam mais
Não significam o nosso querer
Esse desejo por um beijo
Que tenho
(perturbado)
Ouçam com atenção
Sou de um e do outro lado
Sou de cima e sou de baixo
(perturbado)
E vosso amor se acabou
E vossa paz se quer começou
Aquela voz amiga
Enxerida
Fofoqueira
Te disse o que?
(perturbado)
Não há
Não há o que saber
Se as navalhas
As navalhas
Não cortam, mas
Ferem como os dentes
E isso é só pra você
Essa dor
Esse apelo
Essa angustia
Esse cabelo
Essa rima, vixe!
(perturbado)
Façam uma limpeza nas suas cabeças
Encham o estomago – a barriga
Corta essa!
Saia fora...
Enquanto o tempo
Não te viu escondido
(perturbado)
Esse é o titulo
Letras bem grandes
E se é poesia
Ou cagada.
Que seja
(vômito)
Estou num desespero, já passou
Tô explodindo!
Perdi o meu atestado de mediocridade
Você viu?
Rasguei minha identidade
Enfiei no... Do primeiro filho da...que veio
Com uma conversa de “tudo vai bem, tudo legal,
O mundo é assim... “É tudo normal”
Sou poeta, se for pra ser
Mas aviso logo
Sou poeta por raiva
Assim descarrego-me
(perturbado)
Tantos beijos nessa noite...
Quero
Te olhar e te querer
Quebrar a TV
Não vê nunca mais a globo
Que faz
O povo
De burro mais burro á bobo
De surdo, cego, acomodado á oco
Sem voz
Sem mãos
Sem paz
Sem gosto
E o gosto, que gosto?
Quero
Te olhar e querer
Beijar, beijar, beijar
A tua boca
Não temos mais TV
Vamos fazer o que?
Sorrir
Cantar
Dançar
Não há mais globo
Só eu e você
E a noite
Tá tudo bonito...
(o que é feio não quero)...
Pessoa,
Deixe-me passar
Lá vai o doido
Caminhando
Eu tenho que acompanhar
Pois é, pessoa
Esqueci que tu
Tá fazendo teu trabalho
Feito roupa engomada
Vestir a beleza
Pra que ninguém a veja
Ficar na porta de entrada
Pro doido não entrar
Ficar na porta de saída
Pra beleza não sair
Não se preocupe pessoa
De você já conheço tudo
Nada espero
Mas, o que é feio não
O que é feio não quero.
Porque você não me beija.
Se me deseja
Seja um pouquinho legal comigo
Quero ser seu aeroporto
Quero ser seu abrigo
Se me quer
Ouça um som antigo
Pinte seu rosto
Vá andando pela cidade
Eu te sigo
Mas, não
Mas, não pare no sinal
Vermelho
Não, não
Não corte meu cabelo
Mas, não tome toda
Minha bebida
Não, não
Não pense que é proibida
Se me deixar
Esqueça os dias de agito
Do meu beijo, o gosto
Dos meus olhos, os olhares
Da minha voz, as palavras
Do meu jeito estranho-esquisito.
Mas, leve
Pode levar com você
O grito (ou não)
O JOGO
O jogo só começou
NÃO FAZ MUITO TEMPO
NÃO NEGO QUE CHORO
SÓ NÃO ME ARREPENDO
EU SOU UM
EU NÃO, DOIS
UM VOCÊ
SOU UM
E ISSO NÃO FAZ TEMER
POR ISSO NÃO QUERO ESCONDER
AS MINHAS DIFERENÇAS
PRA QUE POUPAR ESFORÇOS
SE O QUE ESTÁ NÃO...
SE VÃO QUEBRAR MEUS OSSOS
E ROUBAR MEU CORAÇÃO
O JOGO JÁ COMEÇOU
O TEMPO ESTÁ PASSANDO
AS PESSOAS ESTÃO ME OLHANDO
E EU NÃO QUERO PASSAR
COMO UMA ESTRELA
COMO UM CIGARRO
E EU NÃO VOU ME CANSAR
POR BESTEIRA
EU QUERO OUVIR ESSA VOZ
E OS TEUS OLHOS
E EU VOU
PRA QUE DISFARÇAR
AMOR, NÃO SE ILUDE!
ESTOU TE ESPERANDO NOS SONHOS
O JOGO NÃO TERMINOU
POR FAVOR, LUTE
(liberdade)
este pousar eterno
flores nas mãos do homem capital
padecem como princesas na torre
prisioneiras...
prisioneiras...
arrancadas a enxadas pelos seus dominantes
dos campos dos jardins da natureza
flores nas mãos do homem capital
forçam um riso
pintam o rosto demais
para serem os clows da beleza
instituída!
instituída!
cortai as mãos do homem capital
amarrem estas mãos com a palavra
(liberdade)
menina da pele bonita
Fez-me lamber tua pele
Fez-me beijar tua boca
Te fiz ter desejo
Te fiz não ter juízo
Ainda quando estava louca
Teu olho fez-me perder
Dentro deles me agarrou
Te trouxe a vida com um beijo
Na minha saliva deslizo
Vida ainda muito pouca
Teu seio fez-me desvanecer
Tua língua me deu amor
(Menina da pele bonita)
“doce menina
te embalo nos meus lábios antes
de qualquer lembrança
um cheiro excitante de sua pele
calo-me,deito nessa visão
me acabo com a morte
sem teus lábios a vida me fere”
adeus,adeus
falo ás paredes
imóveis e caladas
tão suspeitas.
tão suspeitas.
para que não haja paredes desumanas
viva ao derrubador dessas paredes
a chuva o sol e o vento
a chuva o sol e o vento
tão caretas
tão caretas
era dia
se pôs em mim o sol
carente e penetrante
lâminas quase invisíveis
perpassam meu corpo
teus olhos são quentes
mulher branca de sol
pedem um lugar para si
-“não espero viver mais que esse dia
que este é o qual me entrego toda
e daqui para frente estarei em ti”
suas palavras eram calorosas
ardiam na minha pele
era dia
a noite chegou
e você se foi
fria e morta
como a madrugada
declaro vida aos túmulos dos faraós
o tempo escondido
desdobrado pelas mãos
aquece o fogo encabulado
essas lamparinas que sujam as paredes dessas casas de alvenaria
é o fogo o usurpador das noites
balançado ao vento suspeito
estão mortos todos os mortos
estão mortos todos os mortos
em cima das macas nos hospitais
corações corações corações já não batem
jaz o fogo o encantador que nem serpente
flauta – tocador de flauta
astronauta da escuridão
olhos semi-cegos querendo enxergar
um finco de luz
um finco de luz
se não há
manda o fogo derreter a vela
para que se apague a vida
manda o fogo derreter a vela
para que se apague a vida
mãos geladas não mais esquentarão
a mão dos colegas mãos geladas de pessoas apagadas
mando o clarão da noite clarear o tempo – não se esconda nas mãos.
Fim dos tempos
Quede a morte decretada nos códigos penais
Sorriso do diabo/gargalhada de deus
Soltem-se os anjos assassinos com suas...
Espadas/canetas que assinam a sentença
Martelos que batem – transitados em julgado!
Como proceder com a morte
Onde ela está, arquivada em processos?
Mal-amada em leis, normas...
Amaldiçoados perdões e perdoados
Putas eleições, urnas eletrônicas da vontade. (Indireta )
- representações!
Quem indica é o Q.I
Trabalho e emprego insuportável
É só a morte, só a morte sobreviverá
Ao apocalipse – fim dos tempos!
Quede a morte, e-mails, meios de comunicação
Decretada nos artigos dos códigos penais
Sorriso/gargalhada do diabo/de deus
g
Apago teus olhos
Beijo-te profundamente numa promessa
vou atando tua língua
quero que me peça
muitos sonhos
Dou-te
Beijo-te
apago teus olhos
larga um sorriso
você é tão bonita
teu cheiro me provoca
teu gemido é um aviso
apago teus olhos
Beijo-te ,te beijo
Dou-te sou teu
Santa benção
Aonde foram os poetas
Com suas mãos milagrosas
Seus versos
Suas prosas - Aonde foram...
Os poetas com seus
Olhares iluminados
Seus poemas de vida
Suas poesias...
Os poetas aonde foram
Assim como as gentes
(que não lêem)
desapareceram – Graças a Santa Benção Capi(e)talista
amém!
Quis
Quis quanto de ti
Quando te quis
Quanto te quis
Quis tanto de ti
Tanto te quis
(quis dias, quis em dias)
Á noite quis
Á beira quis
Quis começo
Não quis
(fim)
Sem levar
Sem levar um toque da tua boca
Numa noite bonita lá fora de lua
Sem levar...
-Um olhar!
Derradeiro pra saber
Que eu sou primeiro
Te despir da roupa sua
(sem levar)
- Tuas mãos ou pés,teus seios ou voz
Sem levar ela rouca
Sem levar eles rijos
Sem levar,sem levar...
Morena
Não sei se vale a pena
Tanto amor por ti
Assim sem fim
Sem nunca mais
Morena
Na minha boca
Eu te tenho
E te dou meu coração
Pra que eu não sofra
(não)
Até você voltar
E até lá
Morena...
Não sei se vale
A pena tanta
Saudade por ti
Pra mim
É ruim
Viver sem ti
É sem paz
(Morena)
P ?
Pássaro
?
tens asas,voa!
Tens bico,canta!
Tens casa,vida,saúde...
Boa,pássaro!
-Asas,bico,casa!
És pássaro,viva!
Pássaro
?
voa?canta?
vida...saúde...
pás-sa-ro
-assim,separam-se
as silabas
e fica-se separado!
Paisagem natural
Sobra da genialidade humana
Favela
Pouco quase, nada tanto
Sobra da genialidade humana
Arma – pouco nada, tanto quase
Sobra da genialidade humana
Homem – quase nada, tanto pouco
Obra da genialidade humana
Bomba – buummm!
- fim!
Moços e moças (entre) moças e moços
Quantos moços no viver
E tantas moças
Se mesmo antes de nascer
Vida nem mesmo tem...
Então moços e moças não
Então moços e moças são
Ainda mesmo nem...
Quantos moços fez crescer
E tantas moças
Mas mesmo pouco de querer
Vida nem pouco vêm...
Então moços e moças dão
Então moços e moças tão (ainda mesmo assim)
Moços e moças de vida
Estrela-papel
Luz que pesa
Bolsos furados
Procuram...
Estrelas desejos incontidos
- Tic! Tic!
A máquina registra
Estrelas trocadas
Por tentativas de preencher
-Vidas vazias...
estrelas frágeis
Vingança de quem um dia foi...
estrela!
Deitar o peito cansado sobre os teus seios bonitos
Como você nas madrugadas
O frio quebra os ossos
(me encolho_)
Não percebo que o vento
Esse estúpido sopro
Há de espantar os medos nossos
Que colho (toda noite a dormir)
Esses fantasmas da agonia
Que vem aos sonhos
Abraço a escuridão que há
De me trazer o dia
Para abrir os olhos
Deitar o peito cansado
Sobre os teus seios bonitos
Passar a língua nos teus
Subir as montanhas lá
Os céus infinitos
Adeus!
Poeta vagabundo
O poeta apontou o dedo contra a lua
Cuspiu e gritou
Não tenha medo
Desça daí,fique nua
Me dê todo seu amor
Que sou poeta
Que sou louco
E estou pronto para amar
“Sou poeta vagabundo
Poeta que trabalha
Poeta que acredita
E contesta e quer
E estou pronto para amar “
O poeta fechou os olhos
Sentiu dentro dele
Um sentimento imenso
Ousou e tirou a roupa
Beijou, beijou
Falou o que sentia
Ouviu palavras ao ouvido
O poeta tremia, o poeta gemia, o poeta se calou por uns momentos...
Fez amor
Fez amor
Quando abriu os olhos
Lá estava a lua
Lá em cima
O poeta levou as mãos á cabeça
O poeta disse... - poeta é humano, poeta é bicho!
Aspirações sob audição do cordel do fogo encantado
Apara a água com a lata
Apara a lágrima
Que ela vai cair de cima
Descer correndo raivosa/sofrida
Apara a água com a mão
Enxuga o céu tremoso
O rosto calejado
Pois lampião tá chegando
Junto com seus cangaceiros
Mais de um milhão
De coronéis estão lamentando
Tanto maltratar os roceiros
Apara a água com a boca
Fecha o olho se não quer ver
Hoje o céu está disposto
Os trovões rasgam o infinito
Apara a água
Apara a água
Apara a água
Apara a água.
Quadro na parede
Lembro de amanhã
Como são as flores como são as pessoas
Muitos com pouco
Lembro de amanhã
São as flores são as pessoas
Lá estará os poemas lá estará os poetas
Estas são suas mãos
Estas são suas ferramentas
E o poeta não vive e o poeta não morre
As pessoas lá as flores lá
Este é um quadro na parede
Vou
Ardo pavorosamente com as palavras
Sujo as mãos comidas por rastejantes
Cordas delicadas estampadas com toques
Sensíveis de sangue
Vou me cobrir
Com as vestes universais
Da natureza
Um corpo perfeito encaixar-se-á
Como uma chuva
Um sol-céu
Descoberto de edifícios
Artifícios que lamentarão
Vou me enxugar com os suspiros
Papiros silenciosos indecifráveis
Canais interrogáveis jaz pax
Eterna a vir
“aspiração – levo um instante a soltar os pulmões
corram
surjam novamente vivos
ou mais vivos
prepara-te a cannabis
o caos da cidade
os cães da cidade
os automóveis da cidade
as chaminés da cidade
querem matar-te
inspiração .”
“Corta a tua boca
torná-la oca com um beijo
suprir toda a respiração
cessar seja por alguns instantes
cada circulação da gota
de teu sangue
Te aprisionar num mangue
colar tua língua
como uma prisão ao preso”
É
É,teu corpo
Me olha como alimento
Sustento
Para suportar mais um dia
É,teu corpo é corpo
A boca me molha
Me descobre como um invento
Tua mão em mim bóia
Me pega em prende me quer
Teu corpo
Infinitamente é
Razões existencialistas de argumento
De uma dose,mais um pouco
Efeitos lúdicos da noia
Teu corpo é
Carros engarrafados num cruzamento
Lendas chinesas ou cavalo de tróia
É tudo e unicamente o que se sacia
Corpo corpo corpo
(é teu)
Estado de poeta
Cuspiu no chão
Sentiu como amarga estava a boca
E,cuspiu,cuspiu,cuspiu
Pôs um icekiss
Não gostou e cuspiu
Lembrou que era tarde
9 ou 10 da manhã
Mais era tarde
Perguntou a hora
Aproveitou para ler um trecho da placa que dizia- “Aceitamos todo os cartões de crédito”
Quis ir até a loja
Lembrou do tempo
E o tempo...
Deu sinal pegou o ônibus que ia para o terminal
Sentou perto de uma garota
Ficou envergonhado
Tímido
Lembrou que era sexta...
Sexta?
O trânsito não estava lá essas coisas
O sinal fecha
A garota levanta
Olhou para um menino que vendia balas
Mas não comprou nada
Notou...
Deus sinal
Desceu do ônibus
E andado parou
Cuspiu no chão s
Sentiu como amarga estava a boca
E cuspiu,cuspiu,cuspiu, cuspiu...
Pôs um icekiss?
Lembrou...
Não gostou e cuspiu.
ao teia 2010
a cara
a cura
a mala
a cuia
a saia
a mula
a vala
a rua
a sala escura
a sala está cheia
de AR
de MAR
OÍ,que poesia é essa que me sai
poesia sinistra que por pouco não me cai
poesia feito gente
de trás e de frente
para onde é que ela vai
poesia que é minha vida
tão sincera,tão querida
que eu quero muito mais
é de chão é de pé
é de barro é de areia
do cimento as teias
que me fazem que me tão
de longe eles nunca vão
de perto eles nunca vem
e é no balanço do trem que o trem já se acaba...
e a morte não me cala
mesmo se eu estou qiuieto
e é melhor você fiacar certo
e se morra de tremer
e se cague de temer
o quão eu sou tão forte
pois eu sou é do norte
cabra bom e cabra mal
se me pede um real
eu te dou uma esmola
se me dá uma vergonha
eu te dou uma cachola
chora menino chora
que o poeta endoidou
que o poeta está doido
chora mais não vai embora
que o poeta nem chegou...e é só o começo!
*poesia feita no estágio "reconstruindo a liberdade"do 9ºsemestre do curso de direto,após maravilhosos dia de batucadas no teia tambores digitais 2010 em fortaleza,muito bom rapaz,muito bom menina!
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
não estou disposto
NÃO ESTOU DISPOSTO
SABEMOS
E SE NÃO
COMO VAI SER
COMO SERÁ
SE AINDA NÃO É
PALAVRAS EM VÃO
PALAVRAS AO VENTO
PALAVRAS SEM FÉ
E NADA
OU QUASE NADA
SE AINDA PODE
DEVE
E NÃO
OU MAIS
OU O QUE
SE AINDA CHOVE
SE AINDA SOL
SE PALAVRAS SURGEM
SE NAVEGAM
COMO BARCOS
PELA IMENSIDÃO
TÃO PERDIDOS QUANTO NÓS
TÃO ENCAIXADOS
AO REAL
REALISMO SECO
DA BEBIDA QUE NÃO NOS LIVRA
DE ACORDAR CEDO
OU DE NÃO ACORDAR
DE NÃO SER CONCEBIDO
E SE EU TIVESSE BEBIDO
ESTARIA MAIS
ESTARIA O MESMO
E SE EU FOSSE EBRIO
SEMPRE
A REALIDADE ME SUFOCARIA MENOS
OU QUASE NADA
NADA OU ENTÃO
EU SUPORTARIA
ESSAS PALAVRAS
COMO UM BEIJO
OU UM SOCO
UM SUSPIRO
E MAIS UM COPO OU
DECLAMARIA PALAVRÕES
RASGARIA OS PADRÕES
ESCANCARIA OS PORTÕES
SUJARIA O CORPO
COM OUTRO CORPO
PRA SER LIMPO
DE NOVO OU
MAIS SUJO MAIS
MAIS
E FUJO
PELAS PaLAVRAS
NÃO
NÃO
NÃO
ESTOU DISPOSTO
POSTADO POR BLOG PROVOCAÇÕES! ÀS 13:41
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
estão por ai
caminhando indecisas
essas gentes
com suas cabeças cheias/vázias
com seus celulares tocando
é uma voz que chama
é uma voz
mas não importa
você esta atrasado
você precisa de dinheiro
e eles precisam de você
la vai ele
com as mãos limpas
de tanta agua
mas a sujeira não sai
o teu corpo se irrita
e então mais um comprimido
e então mais uma porrada na cara
mais uma vez deprimido
de que vale tanta parafernalia
de que vale o seu bom senso
se já está com os dias contados
o tempo passa
o tempo vai rapido
e ficamos perdidos
jogados de lado
como peças velhas e sem uso
nõa adianta
não dá
é um grande sufoco
e por pouco não desistiu de tudo
mais um lhe empura
mais um com a cara feia
eles também são amestrados
eles são mais que isso
caminham dando voltas
até um dia cansaram
ficarem tontos de vez e cairem
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
É SÓ MAIS UM POEMA...
AGORA
agora os olhos estavam cheios...
sujeira urbana
poeira da cidade
bagunça orquestrada pelas buzinas e rumores de uma expectativa no atraso
NÃO...
não somos mais nós os mesmos
nunca fomos
nunca
não sabemos quem somos
não nos reconhecemos
uma simples atitude
um gesto normal
caimos na real....
agora os olhos se perdem num vazio incrivel
absurdamente natural
essas pessoas que não queremos observar
esses olhos que não queremos ver
essa carne que não queremos tocar
certamente ....estamos perdidos em meio a tantas mercadorias
claramente o cartaz diz que é possivel se encher de quinquilharias
e assim,a felicidade vai bater a sua porta
e o fim,agora você descobre que não é mais pessoa...
sem identidade,sem pertecer
sem se conhecer
sem nada....MORTA
SE MORRE SE MATAMOS AOS POUCOS
SE apagamos,nos enganamos por pouco...
nem que fosse por muito
o melhor deve ser descobrir que não somos
e o que somos
e o que sentimos
e o que queremos
nada?
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
saber
saber que
nada
é nada
não é saber
nem não saber
é saber
nem nada
saber
saber que
nada
nada´
é saber
nem saber
não é saber
não
nada
é saber
que
não
que nada
que saber
não
saber
é saber
nada
é nada
saber
que nada
saber
que
nada