quinta-feira, 16 de setembro de 2010

o poeta da medicridade,a mediocridade do poeta

(Vende-se)



Um triste olhar

Desses...



Que nem criança pedindo esmola

Na rua.

No ônibus.

Que nem ônibus lotado

Que nem segunda-feira.



Como o dia em que o seu time perdeu o jogo

Ou sua mãe

Seu pai, sua mulher,

Seu filho ou sei lá quem morreu.



Um triste, triste, triste olhar

Desses...



De miseráveis da vida

Que todos somos.



De miseráveis na vida

Que todos estamos



De miseráveis com a vida

Que todos...

Que todos...

Os dias e mais dias suportamos

Que nem cristo

Na cruz

Que nem cristo

Sendo beijado

Que nem cristo, deturpado por Paulo

Por tu cara pálida

Um triste mil vezes e um triste olhar

E ponto final











Até o ano que vem meu bem...



Meu bem

Olhe só quantas situações complicadas nós vemos

Vivemos, observamos e outras

Tantas

Que nem se quer sabemos

Ou que nem queremos saber

Pra que?

Um cara diz que não há nada

Não há nada a fazer

Sofrer?

Ou jogar de bola um pouco

Suportar!

Beber uma pinga

Escutar um som – Caetano, Gal, Bethânia, Gil. Chico, novos baianos (los hermanos)

Tentar se “livrar” numa ginga

Quebrar a (uma) cara

Ficar chorando, que nada ou que tudo

Mais ou menos

E a gente tá nessa, mesmo assim...

Meu bem

Só há algo a dizer

Até o ano que vem

Te espero.

E olhe quantos sorrisos podem ser

Essa nossa cabeça

Legal...

Se tudo tá ruim

Vamos fazer um bom

Que a barra é toda hora























Se...



Não há nada

Não há nada a dizer

Se as palavras

As palavras

Não falam mais

Não significam o nosso querer

Esse desejo por um beijo

Que tenho

(perturbado)

Ouçam com atenção

Sou de um e do outro lado

Sou de cima e sou de baixo

(perturbado)

E vosso amor se acabou

E vossa paz se quer começou

Aquela voz amiga

Enxerida

Fofoqueira

Te disse o que?

(perturbado)

Não há

Não há o que saber

Se as navalhas

As navalhas

Não cortam, mas

Ferem como os dentes

E isso é só pra você

Essa dor

Esse apelo

Essa angustia

Esse cabelo

Essa rima, vixe!

(perturbado)

Façam uma limpeza nas suas cabeças

Encham o estomago – a barriga

Corta essa!

Saia fora...

Enquanto o tempo

Não te viu escondido

(perturbado)

Esse é o titulo

Letras bem grandes

E se é poesia

Ou cagada.

Que seja

(vômito)

Estou num desespero, já passou

Tô explodindo!

Perdi o meu atestado de mediocridade

Você viu?

Rasguei minha identidade

Enfiei no... Do primeiro filho da...que veio

Com uma conversa de “tudo vai bem, tudo legal,

O mundo é assim... “É tudo normal”

Sou poeta, se for pra ser

Mas aviso logo

Sou poeta por raiva

Assim descarrego-me

(perturbado)



Tantos beijos nessa noite...



Quero

Te olhar e te querer

Quebrar a TV

Não vê nunca mais a globo

Que faz

O povo

De burro mais burro á bobo

De surdo, cego, acomodado á oco

Sem voz

Sem mãos

Sem paz

Sem gosto

E o gosto, que gosto?



Quero

Te olhar e querer

Beijar, beijar, beijar

A tua boca

Não temos mais TV

Vamos fazer o que?

Sorrir

Cantar

Dançar

Não há mais globo

Só eu e você

E a noite



Tá tudo bonito...

(o que é feio não quero)...



Pessoa,

Deixe-me passar

Lá vai o doido

Caminhando



Eu tenho que acompanhar

Pois é, pessoa

Esqueci que tu

Tá fazendo teu trabalho

Feito roupa engomada

Vestir a beleza

Pra que ninguém a veja



Ficar na porta de entrada

Pro doido não entrar

Ficar na porta de saída

Pra beleza não sair



Não se preocupe pessoa

De você já conheço tudo

Nada espero

Mas, o que é feio não

O que é feio não quero.

























Porque você não me beija.



Se me deseja

Seja um pouquinho legal comigo

Quero ser seu aeroporto

Quero ser seu abrigo



Se me quer

Ouça um som antigo

Pinte seu rosto

Vá andando pela cidade

Eu te sigo

Mas, não

Mas, não pare no sinal

Vermelho



Não, não

Não corte meu cabelo

Mas, não tome toda

Minha bebida

Não, não

Não pense que é proibida



Se me deixar

Esqueça os dias de agito

Do meu beijo, o gosto

Dos meus olhos, os olhares

Da minha voz, as palavras

Do meu jeito estranho-esquisito.



Mas, leve

Pode levar com você

O grito (ou não)











O JOGO

O jogo só começou

NÃO FAZ MUITO TEMPO

NÃO NEGO QUE CHORO

SÓ NÃO ME ARREPENDO



EU SOU UM

EU NÃO, DOIS

UM VOCÊ

SOU UM

E ISSO NÃO FAZ TEMER

POR ISSO NÃO QUERO ESCONDER

AS MINHAS DIFERENÇAS

PRA QUE POUPAR ESFORÇOS

SE O QUE ESTÁ NÃO...

SE VÃO QUEBRAR MEUS OSSOS

E ROUBAR MEU CORAÇÃO



O JOGO JÁ COMEÇOU

O TEMPO ESTÁ PASSANDO

AS PESSOAS ESTÃO ME OLHANDO

E EU NÃO QUERO PASSAR

COMO UMA ESTRELA

COMO UM CIGARRO

E EU NÃO VOU ME CANSAR

POR BESTEIRA

EU QUERO OUVIR ESSA VOZ

E OS TEUS OLHOS

E EU VOU

PRA QUE DISFARÇAR

AMOR, NÃO SE ILUDE!

ESTOU TE ESPERANDO NOS SONHOS

O JOGO NÃO TERMINOU

POR FAVOR, LUTE









(liberdade)

este pousar eterno



flores nas mãos do homem capital

padecem como princesas na torre

prisioneiras...

prisioneiras...

arrancadas a enxadas pelos seus dominantes

dos campos dos jardins da natureza

flores nas mãos do homem capital

forçam um riso

pintam o rosto demais

para serem os clows da beleza

instituída!

instituída!

cortai as mãos do homem capital

amarrem estas mãos com a palavra



(liberdade)









menina da pele bonita



Fez-me lamber tua pele

Fez-me beijar tua boca

Te fiz ter desejo

Te fiz não ter juízo

Ainda quando estava louca



Teu olho fez-me perder

Dentro deles me agarrou

Te trouxe a vida com um beijo

Na minha saliva deslizo

Vida ainda muito pouca



Teu seio fez-me desvanecer

Tua língua me deu amor

(Menina da pele bonita)



“doce menina

te embalo nos meus lábios antes

de qualquer lembrança

um cheiro excitante de sua pele

calo-me,deito nessa visão

me acabo com a morte

sem teus lábios a vida me fere”





















adeus,adeus



falo ás paredes

imóveis e caladas

tão suspeitas.

tão suspeitas.

para que não haja paredes desumanas

viva ao derrubador dessas paredes

a chuva o sol e o vento

a chuva o sol e o vento

tão caretas

tão caretas





era dia



se pôs em mim o sol

carente e penetrante

lâminas quase invisíveis

perpassam meu corpo



teus olhos são quentes

mulher branca de sol

pedem um lugar para si



-“não espero viver mais que esse dia

que este é o qual me entrego toda

e daqui para frente estarei em ti”



suas palavras eram calorosas

ardiam na minha pele



era dia

a noite chegou

e você se foi

fria e morta

como a madrugada

declaro vida aos túmulos dos faraós



o tempo escondido

desdobrado pelas mãos

aquece o fogo encabulado

essas lamparinas que sujam as paredes dessas casas de alvenaria

é o fogo o usurpador das noites

balançado ao vento suspeito

estão mortos todos os mortos

estão mortos todos os mortos

em cima das macas nos hospitais

corações corações corações já não batem

jaz o fogo o encantador que nem serpente



flauta – tocador de flauta

astronauta da escuridão



olhos semi-cegos querendo enxergar

um finco de luz

um finco de luz

se não há

manda o fogo derreter a vela

para que se apague a vida

manda o fogo derreter a vela

para que se apague a vida

mãos geladas não mais esquentarão

a mão dos colegas mãos geladas de pessoas apagadas

mando o clarão da noite clarear o tempo – não se esconda nas mãos.













Fim dos tempos



Quede a morte decretada nos códigos penais

Sorriso do diabo/gargalhada de deus

Soltem-se os anjos assassinos com suas...

Espadas/canetas que assinam a sentença

Martelos que batem – transitados em julgado!



Como proceder com a morte

Onde ela está, arquivada em processos?

Mal-amada em leis, normas...



Amaldiçoados perdões e perdoados

Putas eleições, urnas eletrônicas da vontade. (Indireta )

- representações!



Quem indica é o Q.I

Trabalho e emprego insuportável

É só a morte, só a morte sobreviverá

Ao apocalipse – fim dos tempos!

Quede a morte, e-mails, meios de comunicação

Decretada nos artigos dos códigos penais

Sorriso/gargalhada do diabo/de deus



















g



Apago teus olhos

Beijo-te profundamente numa promessa

vou atando tua língua

quero que me peça

muitos sonhos



Dou-te

Beijo-te



apago teus olhos

larga um sorriso

você é tão bonita

teu cheiro me provoca

teu gemido é um aviso

apago teus olhos



Beijo-te ,te beijo

Dou-te sou teu



Santa benção



Aonde foram os poetas

Com suas mãos milagrosas

Seus versos

Suas prosas - Aonde foram...



Os poetas com seus

Olhares iluminados

Seus poemas de vida

Suas poesias...



Os poetas aonde foram

Assim como as gentes

(que não lêem)

desapareceram – Graças a Santa Benção Capi(e)talista

amém!





Quis



Quis quanto de ti

Quando te quis

Quanto te quis

Quis tanto de ti

Tanto te quis

(quis dias, quis em dias)

Á noite quis

Á beira quis

Quis começo

Não quis

(fim)





Sem levar



Sem levar um toque da tua boca

Numa noite bonita lá fora de lua

Sem levar...

-Um olhar!

Derradeiro pra saber

Que eu sou primeiro

Te despir da roupa sua

(sem levar)

- Tuas mãos ou pés,teus seios ou voz

Sem levar ela rouca

Sem levar eles rijos

Sem levar,sem levar...













Morena



Não sei se vale a pena

Tanto amor por ti

Assim sem fim

Sem nunca mais

Morena



Na minha boca

Eu te tenho

E te dou meu coração

Pra que eu não sofra

(não)



Até você voltar

E até lá

Morena...



Não sei se vale

A pena tanta

Saudade por ti



Pra mim

É ruim

Viver sem ti

É sem paz

(Morena)















P ?



Pássaro

?

tens asas,voa!

Tens bico,canta!

Tens casa,vida,saúde...

Boa,pássaro!

-Asas,bico,casa!

És pássaro,viva!

Pássaro

?

voa?canta?

vida...saúde...

pás-sa-ro

-assim,separam-se

as silabas

e fica-se separado!





Paisagem natural



Sobra da genialidade humana

Favela

Pouco quase, nada tanto

Sobra da genialidade humana

Arma – pouco nada, tanto quase



Sobra da genialidade humana

Homem – quase nada, tanto pouco

Obra da genialidade humana

Bomba – buummm!

- fim!







Moços e moças (entre) moças e moços



Quantos moços no viver

E tantas moças

Se mesmo antes de nascer

Vida nem mesmo tem...



Então moços e moças não

Então moços e moças são

Ainda mesmo nem...



Quantos moços fez crescer

E tantas moças

Mas mesmo pouco de querer

Vida nem pouco vêm...



Então moços e moças dão

Então moços e moças tão (ainda mesmo assim)

Moços e moças de vida





Estrela-papel



Luz que pesa

Bolsos furados

Procuram...

Estrelas desejos incontidos

- Tic! Tic!

A máquina registra

Estrelas trocadas

Por tentativas de preencher

-Vidas vazias...

estrelas frágeis

Vingança de quem um dia foi...

estrela!









Deitar o peito cansado sobre os teus seios bonitos



Como você nas madrugadas

O frio quebra os ossos

(me encolho_)



Não percebo que o vento

Esse estúpido sopro

Há de espantar os medos nossos

Que colho (toda noite a dormir)



Esses fantasmas da agonia

Que vem aos sonhos

Abraço a escuridão que há

De me trazer o dia

Para abrir os olhos

Deitar o peito cansado

Sobre os teus seios bonitos



Passar a língua nos teus

Subir as montanhas lá

Os céus infinitos

Adeus!























Poeta vagabundo



O poeta apontou o dedo contra a lua

Cuspiu e gritou

Não tenha medo

Desça daí,fique nua

Me dê todo seu amor



Que sou poeta

Que sou louco

E estou pronto para amar



“Sou poeta vagabundo

Poeta que trabalha

Poeta que acredita

E contesta e quer

E estou pronto para amar “



O poeta fechou os olhos

Sentiu dentro dele

Um sentimento imenso

Ousou e tirou a roupa

Beijou, beijou

Falou o que sentia

Ouviu palavras ao ouvido



O poeta tremia, o poeta gemia, o poeta se calou por uns momentos...



Fez amor

Fez amor



Quando abriu os olhos

Lá estava a lua

Lá em cima



O poeta levou as mãos á cabeça

O poeta disse... - poeta é humano, poeta é bicho!



Aspirações sob audição do cordel do fogo encantado



Apara a água com a lata

Apara a lágrima

Que ela vai cair de cima

Descer correndo raivosa/sofrida



Apara a água com a mão

Enxuga o céu tremoso

O rosto calejado

Pois lampião tá chegando

Junto com seus cangaceiros

Mais de um milhão

De coronéis estão lamentando

Tanto maltratar os roceiros



Apara a água com a boca

Fecha o olho se não quer ver

Hoje o céu está disposto



Os trovões rasgam o infinito



Apara a água

Apara a água

Apara a água

Apara a água.







Quadro na parede



Lembro de amanhã

Como são as flores como são as pessoas

Muitos com pouco

Lembro de amanhã

São as flores são as pessoas

Lá estará os poemas lá estará os poetas

Estas são suas mãos

Estas são suas ferramentas

E o poeta não vive e o poeta não morre

As pessoas lá as flores lá

Este é um quadro na parede



Vou



Ardo pavorosamente com as palavras

Sujo as mãos comidas por rastejantes

Cordas delicadas estampadas com toques

Sensíveis de sangue



Vou me cobrir

Com as vestes universais

Da natureza

Um corpo perfeito encaixar-se-á

Como uma chuva

Um sol-céu

Descoberto de edifícios



Artifícios que lamentarão



Vou me enxugar com os suspiros

Papiros silenciosos indecifráveis

Canais interrogáveis jaz pax

Eterna a vir



“aspiração – levo um instante a soltar os pulmões

corram

surjam novamente vivos

ou mais vivos

prepara-te a cannabis

o caos da cidade

os cães da cidade

os automóveis da cidade

as chaminés da cidade

querem matar-te

inspiração .”



“Corta a tua boca

torná-la oca com um beijo

suprir toda a respiração

cessar seja por alguns instantes

cada circulação da gota

de teu sangue



Te aprisionar num mangue

colar tua língua

como uma prisão ao preso”







É



É,teu corpo

Me olha como alimento

Sustento

Para suportar mais um dia

É,teu corpo é corpo

A boca me molha

Me descobre como um invento

Tua mão em mim bóia

Me pega em prende me quer

Teu corpo

Infinitamente é

Razões existencialistas de argumento

De uma dose,mais um pouco

Efeitos lúdicos da noia

Teu corpo é

Carros engarrafados num cruzamento

Lendas chinesas ou cavalo de tróia

É tudo e unicamente o que se sacia

Corpo corpo corpo

(é teu)





Estado de poeta



Cuspiu no chão

Sentiu como amarga estava a boca

E,cuspiu,cuspiu,cuspiu

Pôs um icekiss

Não gostou e cuspiu

Lembrou que era tarde

9 ou 10 da manhã

Mais era tarde

Perguntou a hora

Aproveitou para ler um trecho da placa que dizia- “Aceitamos todo os cartões de crédito”

Quis ir até a loja

Lembrou do tempo

E o tempo...

Deu sinal pegou o ônibus que ia para o terminal

Sentou perto de uma garota

Ficou envergonhado

Tímido

Lembrou que era sexta...

Sexta?

O trânsito não estava lá essas coisas

O sinal fecha

A garota levanta

Olhou para um menino que vendia balas

Mas não comprou nada

Notou...

Deus sinal

Desceu do ônibus

E andado parou

Cuspiu no chão s

Sentiu como amarga estava a boca

E cuspiu,cuspiu,cuspiu, cuspiu...

Pôs um icekiss?

Lembrou...

Não gostou e cuspiu.



ao teia 2010

a cara

a cura



a mala

a cuia



a saia

a mula



a vala

a rua



a sala escura

a sala está cheia

de AR

de MAR



OÍ,que poesia é essa que me sai

poesia sinistra que por pouco não me cai



poesia feito gente

de trás e de frente

para onde é que ela vai



poesia que é minha vida

tão sincera,tão querida

que eu quero muito mais



é de chão é de pé

é de barro é de areia

do cimento as teias

que me fazem que me tão

de longe eles nunca vão

de perto eles nunca vem

e é no balanço do trem que o trem já se acaba...







e a morte não me cala

mesmo se eu estou qiuieto

e é melhor você fiacar certo

e se morra de tremer

e se cague de temer

o quão eu sou tão forte

pois eu sou é do norte

cabra bom e cabra mal

se me pede um real

eu te dou uma esmola

se me dá uma vergonha

eu te dou uma cachola





chora menino chora

que o poeta endoidou

que o poeta está doido

chora mais não vai embora

que o poeta nem chegou...e é só o começo!







*poesia feita no estágio "reconstruindo a liberdade"do 9ºsemestre do curso de direto,após maravilhosos dia de batucadas no teia tambores digitais 2010 em fortaleza,muito bom rapaz,muito bom menina!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

não estou disposto

NÃO ESTOU DISPOSTO



SABEMOS

E SE NÃO

COMO VAI SER

COMO SERÁ

SE AINDA NÃO É

PALAVRAS EM VÃO

PALAVRAS AO VENTO

PALAVRAS SEM FÉ

E NADA

OU QUASE NADA

SE AINDA PODE

DEVE

E NÃO

OU MAIS

OU O QUE

SE AINDA CHOVE

SE AINDA SOL

SE PALAVRAS SURGEM

SE NAVEGAM

COMO BARCOS

PELA IMENSIDÃO

TÃO PERDIDOS QUANTO NÓS

TÃO ENCAIXADOS

AO REAL

REALISMO SECO

DA BEBIDA QUE NÃO NOS LIVRA

DE ACORDAR CEDO

OU DE NÃO ACORDAR

DE NÃO SER CONCEBIDO

E SE EU TIVESSE BEBIDO

ESTARIA MAIS

ESTARIA O MESMO

E SE EU FOSSE EBRIO

SEMPRE

A REALIDADE ME SUFOCARIA MENOS

OU QUASE NADA

NADA OU ENTÃO

EU SUPORTARIA

ESSAS PALAVRAS

COMO UM BEIJO

OU UM SOCO

UM SUSPIRO

E MAIS UM COPO OU

DECLAMARIA PALAVRÕES

RASGARIA OS PADRÕES

ESCANCARIA OS PORTÕES

SUJARIA O CORPO

COM OUTRO CORPO

PRA SER LIMPO

DE NOVO OU

MAIS SUJO MAIS

MAIS

E FUJO

PELAS PaLAVRAS

NÃO

NÃO

NÃO

ESTOU DISPOSTO

POSTADO POR BLOG PROVOCAÇÕES! ÀS 13:41

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

estão por ai

caminhando indecisas

essas gentes

com suas cabeças cheias/vázias

com seus celulares tocando

é uma voz que chama

é uma voz

mas não importa

você esta atrasado

você precisa de dinheiro

e eles precisam de você

la vai ele

com as mãos limpas

de tanta agua

mas a sujeira não sai

o teu corpo se irrita

e então mais um comprimido

e então mais uma porrada na cara

mais uma vez deprimido

de que vale tanta parafernalia

de que vale o seu bom senso

se já está com os dias contados

o tempo passa

o tempo vai rapido

e ficamos perdidos

jogados de lado

como peças velhas e sem uso

nõa adianta

não dá

é um grande sufoco

e por pouco não desistiu de tudo

mais um lhe empura

mais um com a cara feia

eles também são amestrados

eles são mais que isso

caminham dando voltas

até um dia cansaram

ficarem tontos de vez e cairem

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

É SÓ MAIS UM POEMA...

AGORA



agora os olhos estavam cheios...

sujeira urbana

poeira da cidade

bagunça orquestrada pelas buzinas e rumores de uma expectativa no atraso

NÃO...

não somos mais nós os mesmos

nunca fomos

nunca

não sabemos quem somos

não nos reconhecemos

uma simples atitude

um gesto normal

caimos na real....



agora os olhos se perdem num vazio incrivel

absurdamente natural

essas pessoas que não queremos observar

esses olhos que não queremos ver

essa carne que não queremos tocar



certamente ....estamos perdidos em meio a tantas mercadorias



claramente o cartaz diz que é possivel se encher de quinquilharias



e assim,a felicidade vai bater a sua porta

e o fim,agora você descobre que não é mais pessoa...

sem identidade,sem pertecer

sem se conhecer

sem nada....MORTA

SE MORRE SE MATAMOS AOS POUCOS

SE apagamos,nos enganamos por pouco...

nem que fosse por muito

o melhor deve ser descobrir que não somos

e o que somos

e o que sentimos

e o que queremos

nada?



sexta-feira, 10 de outubro de 2008

saber

saber que

nada

é nada

não é saber

nem não saber

é saber

nem nada

saber

saber que

nada

nada´

é saber

nem saber

não é saber

não

nada

é saber

que

não

que nada

que saber

não

saber

é saber

nada

é nada

saber

que nada

saber

que

nada





























(Vende-se)



Um triste olhar

Desses...



Que nem criança pedindo esmola

Na rua.

No ônibus.

Que nem ônibus lotado

Que nem segunda-feira.



Como o dia em que o seu time perdeu o jogo

Ou sua mãe

Seu pai, sua mulher,

Seu filho ou sei lá quem morreu.



Um triste, triste, triste olhar

Desses...



De miseráveis da vida

Que todos somos.



De miseráveis na vida

Que todos estamos



De miseráveis com a vida

Que todos...

Que todos...

Os dias e mais dias suportamos

Que nem cristo

Na cruz

Que nem cristo

Sendo beijado

Que nem cristo, deturpado por Paulo

Por tu cara pálida

Um triste mil vezes e um triste olhar

E ponto final











Até o ano que vem meu bem...



Meu bem

Olhe só quantas situações complicadas nós vemos

Vivemos, observamos e outras

Tantas

Que nem se quer sabemos

Ou que nem queremos saber

Pra que?

Um cara diz que não há nada

Não há nada a fazer

Sofrer?

Ou jogar de bola um pouco

Suportar!

Beber uma pinga

Escutar um som – Caetano, Gal, Bethânia, Gil. Chico, novos baianos (los hermanos)

Tentar se “livrar” numa ginga

Quebrar a (uma) cara

Ficar chorando, que nada ou que tudo

Mais ou menos

E a gente tá nessa, mesmo assim...

Meu bem

Só há algo a dizer

Até o ano que vem

Te espero.

E olhe quantos sorrisos podem ser

Essa nossa cabeça

Legal...

Se tudo tá ruim

Vamos fazer um bom

Que a barra é toda hora























Se...



Não há nada

Não há nada a dizer

Se as palavras

As palavras

Não falam mais

Não significam o nosso querer

Esse desejo por um beijo

Que tenho

(perturbado)

Ouçam com atenção

Sou de um e do outro lado

Sou de cima e sou de baixo

(perturbado)

E vosso amor se acabou

E vossa paz se quer começou

Aquela voz amiga

Enxerida

Fofoqueira

Te disse o que?

(perturbado)

Não há

Não há o que saber

Se as navalhas

As navalhas

Não cortam, mas

Ferem como os dentes

E isso é só pra você

Essa dor

Esse apelo

Essa angustia

Esse cabelo

Essa rima, vixe!

(perturbado)

Façam uma limpeza nas suas cabeças

Encham o estomago – a barriga

Corta essa!

Saia fora...

Enquanto o tempo

Não te viu escondido

(perturbado)

Esse é o titulo

Letras bem grandes

E se é poesia

Ou cagada.

Que seja

(vômito)

Estou num desespero, já passou

Tô explodindo!

Perdi o meu atestado de mediocridade

Você viu?

Rasguei minha identidade

Enfiei no... Do primeiro filho da...que veio

Com uma conversa de “tudo vai bem, tudo legal,

O mundo é assim... “É tudo normal”

Sou poeta, se for pra ser

Mas aviso logo

Sou poeta por raiva

Assim descarrego-me

(perturbado)



Tantos beijos nessa noite...



Quero

Te olhar e te querer

Quebrar a TV

Não vê nunca mais a globo

Que faz

O povo

De burro mais burro á bobo

De surdo, cego, acomodado á oco

Sem voz

Sem mãos

Sem paz

Sem gosto

E o gosto, que gosto?



Quero

Te olhar e querer

Beijar, beijar, beijar

A tua boca

Não temos mais TV

Vamos fazer o que?

Sorrir

Cantar

Dançar

Não há mais globo

Só eu e você

E a noite



Tá tudo bonito...

(o que é feio não quero)...



Pessoa,

Deixe-me passar

Lá vai o doido

Caminhando



Eu tenho que acompanhar

Pois é, pessoa

Esqueci que tu

Tá fazendo teu trabalho

Feito roupa engomada

Vestir a beleza

Pra que ninguém a veja



Ficar na porta de entrada

Pro doido não entrar

Ficar na porta de saída

Pra beleza não sair



Não se preocupe pessoa

De você já conheço tudo

Nada espero

Mas, o que é feio não

O que é feio não quero.

























Porque você não me beija.



Se me deseja

Seja um pouquinho legal comigo

Quero ser seu aeroporto

Quero ser seu abrigo



Se me quer

Ouça um som antigo

Pinte seu rosto

Vá andando pela cidade

Eu te sigo

Mas, não

Mas, não pare no sinal

Vermelho



Não, não

Não corte meu cabelo

Mas, não tome toda

Minha bebida

Não, não

Não pense que é proibida



Se me deixar

Esqueça os dias de agito

Do meu beijo, o gosto

Dos meus olhos, os olhares

Da minha voz, as palavras

Do meu jeito estranho-esquisito.



Mas, leve

Pode levar com você

O grito (ou não)











O JOGO

O jogo só começou

NÃO FAZ MUITO TEMPO

NÃO NEGO QUE CHORO

SÓ NÃO ME ARREPENDO



EU SOU UM

EU NÃO, DOIS

UM VOCÊ

SOU UM

E ISSO NÃO FAZ TEMER

POR ISSO NÃO QUERO ESCONDER

AS MINHAS DIFERENÇAS

PRA QUE POUPAR ESFORÇOS

SE O QUE ESTÁ NÃO...

SE VÃO QUEBRAR MEUS OSSOS

E ROUBAR MEU CORAÇÃO



O JOGO JÁ COMEÇOU

O TEMPO ESTÁ PASSANDO

AS PESSOAS ESTÃO ME OLHANDO

E EU NÃO QUERO PASSAR

COMO UMA ESTRELA

COMO UM CIGARRO

E EU NÃO VOU ME CANSAR

POR BESTEIRA

EU QUERO OUVIR ESSA VOZ

E OS TEUS OLHOS

E EU VOU

PRA QUE DISFARÇAR

AMOR, NÃO SE ILUDE!

ESTOU TE ESPERANDO NOS SONHOS

O JOGO NÃO TERMINOU

POR FAVOR, LUTE









(liberdade)

este pousar eterno



flores nas mãos do homem capital

padecem como princesas na torre

prisioneiras...

prisioneiras...

arrancadas a enxadas pelos seus dominantes

dos campos dos jardins da natureza

flores nas mãos do homem capital

forçam um riso

pintam o rosto demais

para serem os clows da beleza

instituída!

instituída!

cortai as mãos do homem capital

amarrem estas mãos com a palavra



(liberdade)









menina da pele bonita



Fez-me lamber tua pele

Fez-me beijar tua boca

Te fiz ter desejo

Te fiz não ter juízo

Ainda quando estava louca



Teu olho fez-me perder

Dentro deles me agarrou

Te trouxe a vida com um beijo

Na minha saliva deslizo

Vida ainda muito pouca



Teu seio fez-me desvanecer

Tua língua me deu amor

(Menina da pele bonita)



“doce menina

te embalo nos meus lábios antes

de qualquer lembrança

um cheiro excitante de sua pele

calo-me,deito nessa visão

me acabo com a morte

sem teus lábios a vida me fere”





















adeus,adeus



falo ás paredes

imóveis e caladas

tão suspeitas.

tão suspeitas.

para que não haja paredes desumanas

viva ao derrubador dessas paredes

a chuva o sol e o vento

a chuva o sol e o vento

tão caretas

tão caretas





era dia



se pôs em mim o sol

carente e penetrante

lâminas quase invisíveis

perpassam meu corpo



teus olhos são quentes

mulher branca de sol

pedem um lugar para si



-“não espero viver mais que esse dia

que este é o qual me entrego toda

e daqui para frente estarei em ti”



suas palavras eram calorosas

ardiam na minha pele



era dia

a noite chegou

e você se foi

fria e morta

como a madrugada

declaro vida aos túmulos dos faraós



o tempo escondido

desdobrado pelas mãos

aquece o fogo encabulado

essas lamparinas que sujam as paredes dessas casas de alvenaria

é o fogo o usurpador das noites

balançado ao vento suspeito

estão mortos todos os mortos

estão mortos todos os mortos

em cima das macas nos hospitais

corações corações corações já não batem

jaz o fogo o encantador que nem serpente



flauta – tocador de flauta

astronauta da escuridão



olhos semi-cegos querendo enxergar

um finco de luz

um finco de luz

se não há

manda o fogo derreter a vela

para que se apague a vida

manda o fogo derreter a vela

para que se apague a vida

mãos geladas não mais esquentarão

a mão dos colegas mãos geladas de pessoas apagadas

mando o clarão da noite clarear o tempo – não se esconda nas mãos.













Fim dos tempos



Quede a morte decretada nos códigos penais

Sorriso do diabo/gargalhada de deus

Soltem-se os anjos assassinos com suas...

Espadas/canetas que assinam a sentença

Martelos que batem – transitados em julgado!



Como proceder com a morte

Onde ela está, arquivada em processos?

Mal-amada em leis, normas...



Amaldiçoados perdões e perdoados

Putas eleições, urnas eletrônicas da vontade. (Indireta )

- representações!



Quem indica é o Q.I

Trabalho e emprego insuportável

É só a morte, só a morte sobreviverá

Ao apocalipse – fim dos tempos!

Quede a morte, e-mails, meios de comunicação

Decretada nos artigos dos códigos penais

Sorriso/gargalhada do diabo/de deus



















g



Apago teus olhos

Beijo-te profundamente numa promessa

vou atando tua língua

quero que me peça

muitos sonhos



Dou-te

Beijo-te



apago teus olhos

larga um sorriso

você é tão bonita

teu cheiro me provoca

teu gemido é um aviso

apago teus olhos



Beijo-te ,te beijo

Dou-te sou teu



Santa benção



Aonde foram os poetas

Com suas mãos milagrosas

Seus versos

Suas prosas - Aonde foram...



Os poetas com seus

Olhares iluminados

Seus poemas de vida

Suas poesias...



Os poetas aonde foram

Assim como as gentes

(que não lêem)

desapareceram – Graças a Santa Benção Capi(e)talista

amém!





Quis



Quis quanto de ti

Quando te quis

Quanto te quis

Quis tanto de ti

Tanto te quis

(quis dias, quis em dias)

Á noite quis

Á beira quis

Quis começo

Não quis

(fim)





Sem levar



Sem levar um toque da tua boca

Numa noite bonita lá fora de lua

Sem levar...

-Um olhar!

Derradeiro pra saber

Que eu sou primeiro

Te despir da roupa sua

(sem levar)

- Tuas mãos ou pés,teus seios ou voz

Sem levar ela rouca

Sem levar eles rijos

Sem levar,sem levar...













Morena



Não sei se vale a pena

Tanto amor por ti

Assim sem fim

Sem nunca mais

Morena



Na minha boca

Eu te tenho

E te dou meu coração

Pra que eu não sofra

(não)



Até você voltar

E até lá

Morena...



Não sei se vale

A pena tanta

Saudade por ti



Pra mim

É ruim

Viver sem ti

É sem paz

(Morena)















P ?



Pássaro

?

tens asas,voa!

Tens bico,canta!

Tens casa,vida,saúde...

Boa,pássaro!

-Asas,bico,casa!

És pássaro,viva!

Pássaro

?

voa?canta?

vida...saúde...

pás-sa-ro

-assim,separam-se

as silabas

e fica-se separado!





Paisagem natural



Sobra da genialidade humana

Favela

Pouco quase, nada tanto

Sobra da genialidade humana

Arma – pouco nada, tanto quase



Sobra da genialidade humana

Homem – quase nada, tanto pouco

Obra da genialidade humana

Bomba – buummm!

- fim!







Moços e moças (entre) moças e moços



Quantos moços no viver

E tantas moças

Se mesmo antes de nascer

Vida nem mesmo tem...



Então moços e moças não

Então moços e moças são

Ainda mesmo nem...



Quantos moços fez crescer

E tantas moças

Mas mesmo pouco de querer

Vida nem pouco vêm...



Então moços e moças dão

Então moços e moças tão (ainda mesmo assim)

Moços e moças de vida





Estrela-papel



Luz que pesa

Bolsos furados

Procuram...

Estrelas desejos incontidos

- Tic! Tic!

A máquina registra

Estrelas trocadas

Por tentativas de preencher

-Vidas vazias...

estrelas frágeis

Vingança de quem um dia foi...

estrela!









Deitar o peito cansado sobre os teus seios bonitos



Como você nas madrugadas

O frio quebra os ossos

(me encolho_)



Não percebo que o vento

Esse estúpido sopro

Há de espantar os medos nossos

Que colho (toda noite a dormir)



Esses fantasmas da agonia

Que vem aos sonhos

Abraço a escuridão que há

De me trazer o dia

Para abrir os olhos

Deitar o peito cansado

Sobre os teus seios bonitos



Passar a língua nos teus

Subir as montanhas lá

Os céus infinitos

Adeus!























Poeta vagabundo



O poeta apontou o dedo contra a lua

Cuspiu e gritou

Não tenha medo

Desça daí,fique nua

Me dê todo seu amor



Que sou poeta

Que sou louco

E estou pronto para amar



“Sou poeta vagabundo

Poeta que trabalha

Poeta que acredita

E contesta e quer

E estou pronto para amar “



O poeta fechou os olhos

Sentiu dentro dele

Um sentimento imenso

Ousou e tirou a roupa

Beijou, beijou

Falou o que sentia

Ouviu palavras ao ouvido



O poeta tremia, o poeta gemia, o poeta se calou por uns momentos...



Fez amor

Fez amor



Quando abriu os olhos

Lá estava a lua

Lá em cima



O poeta levou as mãos á cabeça

O poeta disse... - poeta é humano, poeta é bicho!



Aspirações sob audição do cordel do fogo encantado



Apara a água com a lata

Apara a lágrima

Que ela vai cair de cima

Descer correndo raivosa/sofrida



Apara a água com a mão

Enxuga o céu tremoso

O rosto calejado

Pois lampião tá chegando

Junto com seus cangaceiros

Mais de um milhão

De coronéis estão lamentando

Tanto maltratar os roceiros



Apara a água com a boca

Fecha o olho se não quer ver

Hoje o céu está disposto



Os trovões rasgam o infinito



Apara a água

Apara a água

Apara a água

Apara a água.







Quadro na parede



Lembro de amanhã

Como são as flores como são as pessoas

Muitos com pouco

Lembro de amanhã

São as flores são as pessoas

Lá estará os poemas lá estará os poetas

Estas são suas mãos

Estas são suas ferramentas

E o poeta não vive e o poeta não morre

As pessoas lá as flores lá

Este é um quadro na parede



Vou



Ardo pavorosamente com as palavras

Sujo as mãos comidas por rastejantes

Cordas delicadas estampadas com toques

Sensíveis de sangue



Vou me cobrir

Com as vestes universais

Da natureza

Um corpo perfeito encaixar-se-á

Como uma chuva

Um sol-céu

Descoberto de edifícios



Artifícios que lamentarão



Vou me enxugar com os suspiros

Papiros silenciosos indecifráveis

Canais interrogáveis jaz pax

Eterna a vir



“aspiração – levo um instante a soltar os pulmões

corram

surjam novamente vivos

ou mais vivos

prepara-te a cannabis

o caos da cidade

os cães da cidade

os automóveis da cidade

as chaminés da cidade

querem matar-te

inspiração .”



“Corta a tua boca

torná-la oca com um beijo

suprir toda a respiração

cessar seja por alguns instantes

cada circulação da gota

de teu sangue



Te aprisionar num mangue

colar tua língua

como uma prisão ao preso”







É



É,teu corpo

Me olha como alimento

Sustento

Para suportar mais um dia

É,teu corpo é corpo

A boca me molha

Me descobre como um invento

Tua mão em mim bóia

Me pega em prende me quer

Teu corpo

Infinitamente é

Razões existencialistas de argumento

De uma dose,mais um pouco

Efeitos lúdicos da noia

Teu corpo é

Carros engarrafados num cruzamento

Lendas chinesas ou cavalo de tróia

É tudo e unicamente o que se sacia

Corpo corpo corpo

(é teu)





Estado de poeta



Cuspiu no chão

Sentiu como amarga estava a boca

E,cuspiu,cuspiu,cuspiu

Pôs um icekiss

Não gostou e cuspiu

Lembrou que era tarde

9 ou 10 da manhã

Mais era tarde

Perguntou a hora

Aproveitou para ler um trecho da placa que dizia- “Aceitamos todo os cartões de crédito”

Quis ir até a loja

Lembrou do tempo

E o tempo...

Deu sinal pegou o ônibus que ia para o terminal

Sentou perto de uma garota

Ficou envergonhado

Tímido

Lembrou que era sexta...

Sexta?

O trânsito não estava lá essas coisas

O sinal fecha

A garota levanta

Olhou para um menino que vendia balas

Mas não comprou nada

Notou...

Deus sinal

Desceu do ônibus

E andado parou

Cuspiu no chão s

Sentiu como amarga estava a boca

E cuspiu,cuspiu,cuspiu, cuspiu...

Pôs um icekiss?

Lembrou...

Não gostou e cuspiu.



ao teia 2010

a cara

a cura



a mala

a cuia



a saia

a mula



a vala

a rua



a sala escura

a sala está cheia

de AR

de MAR



OÍ,que poesia é essa que me sai

poesia sinistra que por pouco não me cai



poesia feito gente

de trás e de frente

para onde é que ela vai



poesia que é minha vida

tão sincera,tão querida

que eu quero muito mais



é de chão é de pé

é de barro é de areia

do cimento as teias

que me fazem que me tão

de longe eles nunca vão

de perto eles nunca vem

e é no balanço do trem que o trem já se acaba...







e a morte não me cala

mesmo se eu estou qiuieto

e é melhor você fiacar certo

e se morra de tremer

e se cague de temer

o quão eu sou tão forte

pois eu sou é do norte

cabra bom e cabra mal

se me pede um real

eu te dou uma esmola

se me dá uma vergonha

eu te dou uma cachola





chora menino chora

que o poeta endoidou

que o poeta está doido

chora mais não vai embora

que o poeta nem chegou...e é só o começo!







*poesia feita no estágio "reconstruindo a liberdade"do 9ºsemestre do curso de direto,após maravilhosos dia de batucadas no teia tambores digitais 2010 em fortaleza,muito bom rapaz,muito bom menina!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

não estou disposto

NÃO ESTOU DISPOSTO



SABEMOS

E SE NÃO

COMO VAI SER

COMO SERÁ

SE AINDA NÃO É

PALAVRAS EM VÃO

PALAVRAS AO VENTO

PALAVRAS SEM FÉ

E NADA

OU QUASE NADA

SE AINDA PODE

DEVE

E NÃO

OU MAIS

OU O QUE

SE AINDA CHOVE

SE AINDA SOL

SE PALAVRAS SURGEM

SE NAVEGAM

COMO BARCOS

PELA IMENSIDÃO

TÃO PERDIDOS QUANTO NÓS

TÃO ENCAIXADOS

AO REAL

REALISMO SECO

DA BEBIDA QUE NÃO NOS LIVRA

DE ACORDAR CEDO

OU DE NÃO ACORDAR

DE NÃO SER CONCEBIDO

E SE EU TIVESSE BEBIDO

ESTARIA MAIS

ESTARIA O MESMO

E SE EU FOSSE EBRIO

SEMPRE

A REALIDADE ME SUFOCARIA MENOS

OU QUASE NADA

NADA OU ENTÃO

EU SUPORTARIA

ESSAS PALAVRAS

COMO UM BEIJO

OU UM SOCO

UM SUSPIRO

E MAIS UM COPO OU

DECLAMARIA PALAVRÕES

RASGARIA OS PADRÕES

ESCANCARIA OS PORTÕES

SUJARIA O CORPO

COM OUTRO CORPO

PRA SER LIMPO

DE NOVO OU

MAIS SUJO MAIS

MAIS

E FUJO

PELAS PaLAVRAS

NÃO

NÃO

NÃO

ESTOU DISPOSTO

POSTADO POR BLOG PROVOCAÇÕES! ÀS 13:41

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

estão por ai

caminhando indecisas

essas gentes

com suas cabeças cheias/vázias

com seus celulares tocando

é uma voz que chama

é uma voz

mas não importa

você esta atrasado

você precisa de dinheiro

e eles precisam de você

la vai ele

com as mãos limpas

de tanta agua

mas a sujeira não sai

o teu corpo se irrita

e então mais um comprimido

e então mais uma porrada na cara

mais uma vez deprimido

de que vale tanta parafernalia

de que vale o seu bom senso

se já está com os dias contados

o tempo passa

o tempo vai rapido

e ficamos perdidos

jogados de lado

como peças velhas e sem uso

nõa adianta

não dá

é um grande sufoco

e por pouco não desistiu de tudo

mais um lhe empura

mais um com a cara feia

eles também são amestrados

eles são mais que isso

caminham dando voltas

até um dia cansaram

ficarem tontos de vez e cairem

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

É SÓ MAIS UM POEMA...

AGORA



agora os olhos estavam cheios...

sujeira urbana

poeira da cidade

bagunça orquestrada pelas buzinas e rumores de uma expectativa no atraso

NÃO...

não somos mais nós os mesmos

nunca fomos

nunca

não sabemos quem somos

não nos reconhecemos

uma simples atitude

um gesto normal

caimos na real....



agora os olhos se perdem num vazio incrivel

absurdamente natural

essas pessoas que não queremos observar

esses olhos que não queremos ver

essa carne que não queremos tocar



certamente ....estamos perdidos em meio a tantas mercadorias



claramente o cartaz diz que é possivel se encher de quinquilharias



e assim,a felicidade vai bater a sua porta

e o fim,agora você descobre que não é mais pessoa...

sem identidade,sem pertecer

sem se conhecer

sem nada....MORTA

SE MORRE SE MATAMOS AOS POUCOS

SE apagamos,nos enganamos por pouco...

nem que fosse por muito

o melhor deve ser descobrir que não somos

e o que somos

e o que sentimos

e o que queremos

nada?



sexta-feira, 10 de outubro de 2008

saber

saber que

nada

é nada

não é saber

nem não saber

é saber

nem nada

saber

saber que

nada

nada´

é saber

nem saber

não é saber

não

nada

é saber

que

não

que nada

que saber

não

saber

é saber

nada

é nada

saber

que nada

saber

que

nada

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