sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

NÃO fosse essa chuva

NÃO fosse essa chuva bem que eu poderia esta numa boa,numa boa mesmo,ora

mas não,lá vem essa chuva e todas as suas consequencias...é quando de repente por exemplo

um barulho grande daqueles me enfia debaixo de um medo sem tamanho,ai que medo e não da mais,eu choro como uma criança,uma criança e ainda mais tão desprotegida,sem ninguém por perto pra me ajudar,sem um olhar ao menos negativo me dizendo; - "mais que menininha boba,com medo de um trovãozinho a toa"...

É sempre assim quando a chuva vem,eu fico toda medrosa,ainda mais quando é uma chuvona dessas assim inxirida e danada,ai que chuva incompreensivel não sabe que todos nós solitários da noite somos tão desse jeito...crianças sem amparo,sem um braço forte que nos dê segurança...

Essa chuva toda bem que devia saber que nós os sozinhos somos criancinhas mimadas cheias de dengo,que por qualquer coisinha pequena saimos por ai desesperados gritando,esperneando ajuda...pedindo perdão a Deus pelos pecados passados,presentes e os que ainda virão...

Ah! essa chuva só pode ser também assim como eu,uma criancinha,mas só que essa chuva é uma criança,mas dessas mal criadas.que apavoram a vizinhança com os seus rebuliços e as suas marmotagens.

Sinceramente,bem que ás vezes eu gosto da chuva,apesar de ela ser uma garota encrenqueira e chata,até que me tras um momento importante do tempo em que eu era uma menininha que não podia se queixar da felicidade,das brincadeiras,da minha vó,do meu "vozim",das minhas primas,de tanta gente que eu deixei pra traz naquele lugar que agora nesse momento aterrorrizante mas ao menos por essa recordação me devolve por essa noite um pequenino aconchego...não é todo aquele universo de alegria que me dar tanta saudade mas é uma lembrança.e é exatamente com essa chuvinha chata,essa garotinha "doidinha" que eu volto ao menos em alguns instantes a ser aquela menininha que tinha por todo lado pessoas em que eu podia confiar...totalmente diferente desse mundo que vivo com as preocupações,as angustias,o medo maior ainda das coisas que conheço, mas nunca se sabe se são confiaveis mesmo,porque não se tem mais a certeza de uma menina que era abraçada ao menor ruido de trovão com aquelas palavras compreensiveis... -"dorme meu bem que já essa chuva malvada passa e amanhã vai ser um outro dia lindo...e não esqueça que amanhã tem aula..."

É QUANDO EU ENCONTRO o meu refugio,meu mundo mais proximo daquee que sei que não volta "nunquinna"...é como se fosso hoje,eu ainda escuto aquela vooz,"dorme meinina,dorme vai meu bem que a chuva já vai passar..."É ! E amanhã eu tenho mais um dia de trabalho!

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